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Espaço de Cecília RodriguesPoética de Mim |
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July 14 Certo dia...Certo dia ...
Certo dia , assim... Olhei para o céu, Vi um Zeppelin. Foi ao entardecer, Nem quis acreditar No que estava a ver... Voava baixinho...
E um pouco assustados, Eu e o maninho... Ficamos estagnados. Que objeto estranho
Que voava ali... Tão pequeno tamanho Parecia um Ovni...´ Perguntei por aí
Ninguém me ligou, Naquilo que eu vi, Ninguém acreditou. Menininha ainda
Era de se esperar Visão de criança, Quem vai acreditar? Passaram os anos
Verdades contei Respostas e planos Na web procurei. Charuto voador
Foi o que encontrei Um sonho de amador Enquanto naveguei. Não tem explicação
Para o acontecido O charuto Zeppelin Já tinha explodido Foi em trinta e sete
Que desapareceu. Sonho de marionete Foi o que vi no céu. Há mais de uma década
Não fazia sentido Talvez uma réplica Por alguém produzido. Olhei para o céu...
Certo dia assim... Vi uma réplica... De um Zeppelin. Cecília Rodrigues - 2009
July 08 Quero vencerTenho muito que aprender Muito teto para abrir Muito sol para entrar Pra ajudar-me a seguir, E esta jornada vencer. Num tapete de Esperança Canto sempre a sorrir Uns versos para o luar Enquanto enxugo o carpir, Faço um jogo de criança. Aprendiz de lenço branco Quero paz e ser feliz Quero o rumo do meu Norte Minha pena é quem o diz. O meu canto é meu suporte. "Quero ir , quero vencer De mãos dadas c'o Senhor Quero ir quero voltar Como num sonho de amor" Cecília Rodrigues - 2009 July 06 Diário de um cão feliz -IVSnoopy _ IV
Estou com saudades do “Boneco”. - Boneco é um gato simpático que mora aqui ao lado. Sua dona trabalhava com os meus donos. Faz tempo … mudaram-se para mais longe. "Nela" (a dona do gato) deixou de trabalhar aqui connosco.
In- “Diário de um Cão Feliz”
May 27 Diário de um cão
Meu nome é Snoopy,
Hoje fui premiado. Minha dona deu-me um abraço. Hoje ela estava diferente, sem aquele ar preocupado e com aquele ar repreensivo ausente. Fiquei tão feliz…só queria que ela entendesse o meu olhar, ia ver escrito nele, o meu agradecimento e o meu afecto. Só queria poder falar para expressar todo o meu sentimento.
Eu sei que ela me ama, mesmo que não o demonstre a todo o instante, mesmo que pareça distante. Sei que sou um cão de sorte, porque sou peça importante, isto a gente sente.
Ainda hoje, cansei de bater á porta, não sei porque não me ouviam. Humildemente enrolei-me sobre o tapete de entrada e pacientemente esperei. Tinha a certeza, de que estava alguém em casa, estavam distraídos ou tinham adormecido, resultado de muitas horas de trabalho de meus donos.
-Ainda não contei o porquê estar a bater á porta: -“ logo cedo, incomodo todos para sair de casa e ir dar a minha voltinha matinal “, logo, logo, eu volto…e lá estou eu a incomodar novamente, mas fazer o quê? – Não tem outro jeito. Sou apenas um cão! Ainda bem que todos compreendem.
Diário de um cão II
Aproxima-se quarta-feira:
Esse dia é diferente, vamos viajar. Os meus donos, estão de folga, (conversas que ouço) ou pensam que por ser um cão, estou desatento às conversas? – Não consigo controlar minha euforia. A única linguagem que conheço…o latir …pois é! – Não paro de latir. Um latir pertinente que deixa tudo e todos bastante irritados, eu percebo isso, mas não consigo evitar, é mais forte do que eu. Enquanto preparam minha manta confortável, para seguir viagem na bagageira, não consigo silenciar meu latir…toda a vizinhança fica inquieta para saber o que se está a passar. Isto, porque sou um cão muito querido e todos se preocupam comigo. Depois de tudo pronto…lá vamos nós! Vamos para uma cidade próxima… bem ali…à beira-mar. ---Eles ainda não sabem, mas já fiz amizades por lá. - Um certo dia, éramos muitos, muitos… disputando uma namorada, e que briga feia! - Saí bem da confusão, ma o bom disso tudo, foi um amigo que ganhei, ele fez questão de me acompanhar até casa. São estas pequenas coisas que me fazem gostar da cidade e de meus donos. -No caminho de casa, meu amiguinho, de olhos tristonhos, passo lento, estava feliz por me acompanhar. Não entendi muito bem, mas acho que não tinha para onde ir. Nem sei se tinha o que comer, nem sei se tinha alguém que gostasse dele; entrei pelo portão entreaberto de minha casa, subi lentamente os degraus, enquanto pensava …como eu era feliz sem saber!...
Cecília Rodrigues
Diário de um cão III…
Esta folga, foi diferente, viajei com o meu dono mais novo. Crescemos juntos, acho que precisava de um cão amigo, porque às vezes tinha medos, mesmo não sendo um sem abrigo e como a sorte anda comigo…cá estou eu há doze anos. Não estava nos meus planos, ser chamado de irmão, verdade seja dita com a sorte maldita que alguns cães têm … sou um privilegiado por ter ao meu lado um irmão do coração.
- Apesar disso, fiz um reboliço, porque viajamos sozinhos, não sabia o que se estava a passar, se os meus donos iam chegar …(Há coisas difíceis para um cão entender) o meu irmão do coração, já estava a ficar chateado de tanto mandar eu ficar calado. Dizendo: - Vais ser castigado…não te levo à praia para pisares na areia e numa onda ficares enrolado.(Isto porque sabe da minha paixão pela água).
- Algumas horas passadas… um ruído na calçada, eis, que chega por quem eu desesperava. Os meus donos, finalmente! Incontidos gritos de alegria soltei com euforia, por eles tolerados sempre pacientemente. Reboliços no chão, de patas pró ar …sempre à espera de carinhos…sempre a chatear.
-No dia seguinte, lá fui eu no meu passeio matinal, seguindo pela marginal, galgando todas as rochas que as ondas vêm beijar. Não antes de eu as baptizar… (risos) Sinto-me livre como aquelas gaivotas. Beijo as ondas que me querem agarrar. Vou e depois volto, num ritmo que elas querem me dar. - (Acho que estou ficando poético, influências de minha dona que às vezes brinca de poesia, risos).
No caminho de casa observo à distância, aquele amigo de estância, de olhar passivo. Observava tímido, todo o meu percurso, se não fosse a trela presa na mão, o teria convidado, tirava-o da solidão. Mas como não sei falar, segui o meu caminho sempre pensando naquele amiguinho…que tem uma “vida de cão” !
-Digam lá, se tenho sorte ou não!?
Cecília Rodrigues
June 14 Sou um pobre vagabundoSou um pobre vagabundo
Surge um clarão na minha estrada,
conduz-me a mão nesta jornada, Minha vida, meu pão,saindo do nada... E ao redor meu irmão,triste na sacada... Um peso no olhar...de pálpebra cerrada, Engana o coração...com um tímido sorriso, E sem tino ou siso...deambula pelo chão... Encena mais um acto,nesta peça de teatro... No palco onde o Mundo, tem um pobre vagabundo... Sem cortinas nem Guião. Cecília Rodrigues junho-08 |
Agradeço a sua visita!
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